Vestígios

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dance comigo.

Um convite.

Quero pedir uma dança, novamente. Pode ser a última, mas ainda quero dançar. O ritmo? Deixo pra ti a escolha. Eu apenas quero dançar. Por isso volto aqui, te pedindo bis. Deixando a música entrar em mim, fluir. Meus pés, ainda descalços, de tanto seguirem em linha reta, se deliciam ao aprender a curva que o som promete. Tento não pisar em falso, porque eu apenas gosto, e longe estou de ser dançarina treinada. Então deixo-me ficar abrigada no calor dos teus braços, que me afagam em abraço apertado. O mundo pode acabar aqui, e ainda assim, me deixo ir. Mas não vou sozinha. Porque solidão nunca foi palavra que me fez companhia, e eu não sou feita de cristal quebrável, sou sim: combustão em noite quente. Que embriaga do primeiro ao último gole. Uma alma musicada em versos que dedilham sonhos, e eles nunca são demais. E agora? Sonho dançar.
Então, enlace-me. Deslize em mim, e dissolva-me nas tuas partituras de maestro centrado. Ninguém está olhando, então pode sorrir, se deixe sentir. Eu guardo segredo, pra te guardar em mim. Nessa nossa dança partilhada.
Jazz, blues, pop, rock
and roll
, samba: Não importa. Meus sentidos são ecléticos, e te seguem em baile permeado de desejos expressos, de palavras sussurradas ao pé do ouvido, baixinho assim, soltas na fala e presas na intimidade de um olhar fixado, por um toque excitante.
Esse dançar, agora, está sob teto de vidro, em luz que começa a raiar. O som? Longínquo
.
E nem diferença faz: Ainda escutamos a mesma música, que nem precisa de notas: Se pronunciam em palavras mudas. Fecho-me nesse esbaldar de sensações, e me abro ao teu som. Ao seu toque. A tua prosa. Nessa poesia que ficou cantada, onde não mais somos terras isoladas. Somos dois num só, nesse refrão incansável, de passos compartilhados por beijos trocados.

“Faz de conta que
ainda é cedo
tudo vai ficar
por conta da emoção
Faz de conta que
ainda é cedo
e deixar falar a voz
a voz do coração.” *

- Aceita essa dança?

(Tamires Lima).

* Dia de domingo, por Tim Maia. Composição: Michael Sullivan e Paulo Massadas

11 comentários:

Desejos Aliciantes disse...

Claro q ele vai aceitar
:)
Linda dança amiga
boa noite pra vc
beijos

Felipe disse...

Foda, ficou muito foda.

Dia de domingo foi pra fechar com chave de ouro.

manzas disse...

Num traço de avião, desvendo o teu rosto,
Rosto de nuvem em céu azul, luz do infinito…
Infinito desfasamento de Poalhas em fundo fosco,
Fosco cálice vazio que cala a voz de um grito!

Grito queimado nas cinzas de um cinzeiro,
Cinzeiro apagado de um quarto de hotel perdido…
Perdido por um ardente amor, enamorado por inteiro!
Inteiro o calor de um corço que arde consumido.

Que nesta Páscoa receba muitas bênçãos,
Que esta passagem lhe traga
Muito amor, saúde, paz e esperança…
Por ser uma pessoa especial,
Lhe desejo…

Uma FELIZ PÁSCOA!
Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

Gazeta na net disse...

Olá amiga,
Quem diria que não a uma dança contigo, dança até o sol raiar e sorri, não há imagem mais bela que um sorriso, texto belo.
Fica bem querida
Beijos perfumados

Me permita disse...

Oi, minha querida! Feliz pela tua visita e por tua gentileza! Convido-te sempre a me visitar e saiba que estarei tbm por aqui, para dançarmos nas palavras! Belo blog! Feliz páscoa! Bjs

Thiago Assis disse...

assim como a Natasha, "o mundo pode acabar e ela só quer dançar", mas diferentemente da mesma, a tua personagem não está e não quer estar sozinha ^^

ps.: só aceite se o ritmo permitir que dancem juntos, um abraçado ao outro ^^


www.thiagogaru.blogspot.com

Glau Ribeiro disse...

Aaaaaaaaaaai que raiva, Xu! Bem na hora que tava escrevendo pra você, meu pc desliga. Afff! =/

Bora de novo: Falar de dança comigo é puro jogo sujo, porque eu danço, sim senhora! Sem respeitar o limite dos meus pés que me pedem descanso, e entram em guerra com o resto do corpo e da alma que não querem parar. E quando se fala em dança eu me embalo e já começo a dançar. Você bem sabe disso né, mocinha? Então ler essa tua dança embalada pelo sorriso e pela sincronia de dois corações foi tão tão tão lindo.

Dá vontade de sair correndo pro salão afim de encontrar um outro par de pés que dancem na mesma sintonia. Bonito, como você fez. Pefeito, como você sempre faz.

Ai eu lembro de Cipó Cravo que embalou muita dança minha, e ele fala +/- assim:

"Entre reggaes e xotes
eu me pego a pensar uma dança,um beijo em mim que eu possa lembrar
Entre reggaes e xotes pensando em você, uma dança um beijo em que eu possa lembrar [...]
Um minuto apenas pra poder dizer
Não importa que praia
Só quero você
Na beira da praia
Só quero você"


Amo demais, trem lindo da minha vida!

Monday disse...

Chapeuzinho, Chapeuzinho, você sabia que essa dança os lobos fazem com maestria ?????

pois é, menina que passeia na floresta esperando que o lobo venha, a regra é clara: solte a alma e as ancas, permita que somente a cintura fique presa, desde que por braços que assim a mereçam, libere a audição para que os sons lhe cheguem ... e depois, é só deixar a lua cheia trilhar seus caminhos pelo firmamento de estrelas, até o sol chegar em forma de alvorada ...

feliz páscoa e muito chocolate ...

Byers disse...

E ai Tamis. rs


Gostei do poema, :) se quiser, pode entrar para segunda edição da Sunshine.

Já estou coletando os textos da edição de inverno! Espero ancioso por mais um belo texto seu.


Até mais ver!

Átila Siqueira. disse...

Tamires, minha amiga linda, eu te adoro demais, e quero te agradecer as palavras doces que você deixou lá no meu blog. Toda vez que você comenta um texto meu, eu me sinto honrado demais, e meu cantinho se torna mais brilhante devido a sua presença ilustre.

Você é uma amiga muito especial para mim, e meu carinho por ti não tem limite. E saiba que eu também estou com saudades de nossas conversas, mas logo poderemos matar essa saudade. Assim eu espero.

Seu texto, como sempre, é lindo, e talvez o melhor ritmo para ele seja a valsa ou o tango. Acho que combinaria mais com o tom sofisticado de sua narrativa tão doce e angelical.

Te adoro, minha amiga querida.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Anônimo disse...

Bonto demais gêniooooooo!!!!